Fux diz que ainda decidirá se leva forma de votação de vetos ao plenário do STF
REUTERS
BRASÍLIA, 18 Fevereiro - O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal
(STF), afirmou nesta segunda-feira que irá analisar nos próximos dias o pedido
da Advocacia Geral da União de levar ao plenário da Corte a avaliação sobre a
forma de votação no Congresso dos mais de 3 mil vetos presidenciais. Ele, no
entanto, deu sinais de que deve levar o caso ao colegiado.
Fux deu em dezembro uma liminar determinando que os vetos no Congresso fossem
apreciados em ordem cronológica de chegada ao Parlamento, decisão que evitou que
os congressistas apreciassem o veto da presidente Dilma Rousseff a uma nova
fórmula de distribuição dos royalties do petróleo.
A maioria do Congresso quer derrubar a atual regra, que privilegia os Estados
produtores, em especial Rio de Janeiro e Espírito Santo.
"Vou avaliar da necessidade ou não de levar ao plenário essa postulação de
modulação dos efeitos da decisão... Mas a decisão (de dezembro) está
estritamente nos termos da Constituição Federal", disse ele.
Perguntado se a decisão poderia ser monocrática, e não levada ao plenário,
Fux disse que não deve decidir de maneira isolada.
"A ideia é eu avaliar e levar ao plenário e não isoladamente decidir", disse
ele, sem dar prazo para sua decisão.
A votação dos mais de 3 mil vetos presidenciais que aguardam avaliação do
Congresso preocupa o Palácio do Planalto, já que a eventual derrubada de alguns
deles pode gerar prejuízos aos cofres públicos.
No fim da tarde, ao levar o pedido ao ministro do STF, o advogado geral da
União, Luís Inácio Adams, afirmou que acredita que a votação do Orçamento 2013
deve esperar a decisão final do Supremo, para evitar problemas
jurídicos.
A votação da peça orçamentária, que deveria ter acontecido no final de 2012,
ainda não aconteceu devido a uma interpretação de parlamentares, especialmente
da oposição, de que a decisão tomada por Fux no ano passado impede a votação de
outras matérias no Congresso até que sejam apreciados os vetos.
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